Arte com Alma

Lendas de Matosinhos - O Senhor de Matosinhos (Parte III)

Pormenor da Obra "Lendas de Matosinhos" Original de Gráccio Caetano sobre tela


A imagem do  Senhor de Matosinhos que no areal desta terra, veio visitar este povo, sempre foi o Senhor de todas as gentes. Quando a situação de crise atingia várias cidades, faziam-se procissões e preces públicas unindo não só o povo de Matosinhos, mas também Porto, Gaia e Maia numa mesma devoção ao Senhor de Matosinhos. Ainda hoje a devoção ao Bom Jesus de Matosinhos chama pessoas dos vários pontos do país e também do mundo.

Esta devoção tem provas documentais e históricas desde 1342, porém, já antes desta data, as lendas contam que desde à muito, o Bom Jesus chamava muitas pessoas, especialmente as mais simples e as que viviam das fainas do mar. Desde sempre, são feitas promessas, ofertas de velas e figuras de cera, um eterno número de agradecimentos por graças recebidas.


Pormenor da Obra "Lendas de Matosinhos" Original de Gráccio Caetano sobre tela

Quando eram salvos de um naufrágio, os marítimos de várias zonas do litoral norte do país, faziam romagens ao Bom Jesus de Matosinhos, oferecendo-Lhe as velas das suas embarcações, quando os seus navios partiam para longas viagens e pagavam tributo ao Bom Jesus de Matosinhos, quando eram salvos de uma eminente tragédia, poupando as suas vidas.

Igreja Paroquial de Matosinhos - Pintura sobre azulejo - Original de Gráccio Caetano


A primeira Festa foi em 1732 e durou três dias e teve lugar na segunda oitava do Espírito Santo. Começou no domingo e terminou na terça-feira, dia em que, segundo a tradição, apareceu a imagem. 


Senhor de Matosinhos - Técnica mista sobre tela - Original de Gráccio Caetano


No quadro "Senhor de Matosinhos", Gráccio Caetano coloca o Jesus crucificado com certos pormenores em alto-relevo: o cabelo, os dedos das mãos e dos pés, as feridas dos cravos, o manto que lhe cobre a cintura e parte das pernas e parte das esculturas de Nicodemos e José de Arimateia.

Não foi pintada a cruz, antes optou-se por colocar Jesus sobre um imenso azul escuro que significa o céu infinito do universo inteiro.

Jesus abraça o mundo inteiro com a sua paixão e recorda-nos que as suas chagas podem ser tocadas por quem for descrente.

José da Arimateia e Nicodemos representam todos os que seguem Jesus, com ações concretas. Foram eles que foram buscar o corpo de Jesus para ser sepultado, apesar daquele corpo ser de um condenado pelo seu tempo. Eles não temeram as represálias dos seus compatriotas judeus e ousaram dar um sepulcro digno a um crucificado condenado pelos romanos.

O manto branco que cobre a cintura de Jesus emerge da tela, lembra o sudário que o cobriu por inteiro na sepultura, invoca a Ressurreição de Jesus e a sua Presença Eterna entre os crentes e não crentes, pelos séculos sem fim.

Para além deste quadro, Gráccio Caetano dedica outras obras a Matosinhos, duas elas estão especialmente centradas no "Senhor do Padrão".


O Senhor do Padrão é um zimbório datado do século XVIII, onde, segundo a lenda, apareceu a imagem do Senhor de Matosinhos. Este local que a religiosidade popular não deixou em vão, permaneceu na memória deste povo, de geração a geração até os nossos dias. No próximo artigo falaremos deste lugar especial mais em pormenor.

"Lendas de Matosinhos" - Técnica Mista sobre tela - Original de Gráccio Caetano

Veja o nosso vídeo da nossa obra: 
"Lendas de Matosinhos" 
em:



Bibliografia:


Veja o vídeo "Lenda do Senhor de Matosinhos" do Programa da RTP - O Senhor de Matosinhos - Horizontes da Memória. O prof. José Hermano Saraiva conta-nos a história de Portugal a partir das principais regiões do nosso pais. Desta vez, sobre Matosinhos e a Lenda do seu padroeiro - o Senhor de Matosinhos. - www.Youtube.com/

Os pormenores históricos foram consultados em 


As imagens das pinturas são obras originais de Gráccio Caetano
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As lendas de Matosinhos - O Senhor de Matosinhos (Parte II)


No ultimo artigo, começamos a contar as lendas que nos dizem um pouco da história do “Senhor de Matosinhos” que pode ser visto no altar da Igreja Paroquial de Matosinhos.

As lendas contam que das várias imagens esculpidas por Nicodemos, que foram lançadas ao mar, por causa da violenta perseguição que por lá havia aos cristãos na Palestina, no tempo de Jesus; uma delas veio parar ao areal de Matosinhos.

Este grande acontecimento foi tão importante para este povo, que a sua data foi para sempre lembrada e fixada na história desta localidade. Foi a 3 de maio do ano de 124 que a escultura de Jesus crucificado em tamanho natural veio dar à costa em Matosinhos, mais precisamente no Lugar do Espinheiro.

Quando foi encontrada, o povo recolheu-a com grande cuidado, levando-a para uma igreja, a de Bouças. Por este motivo, a referida imagem vai ser inicialmente chamada de Bom Jesus de Bouças. Só a partir do século XVI esta imagem terá o nome de Senhor de Matosinhos.

Mas, antes de prosseguirmos, ainda mais há a contar da imagem de Jesus crucificado quando cá chegou a Matosinhos. A imagem não tinha um dos braços e para que a mesma fosse composta, foi pedido aos melhores artífices daquele tempo que fizessem um braço para a imagem. 


No entanto, apesar de todos os esforços e por vários motivos, ou que pela madeira não ser igual ou porque simplesmente não se encaixava, pois mesmo que um novo braço lá fosse aplicado, no dia seguinte já se encontrava solto.

Por cerca de 50 anos, a imagem ficou assim, sem aceitar qualquer novo braço que lhe fosse aplicado.

Então conta a lenda que numa manhã, uma pobre mulher que era mãe de uma surda-muda, foi recolher lenha à praia de Matosinhos, no mesmo Lugar do Espinheiro, onde há 50 anos tinha sido recolhida do mar, a imagem do Bom Jesus de Bouças. Na altura de tempestade, o oceano trazia para o areal pedaços de madeira, e a pobre mulher assim os levava à casa para acender o fogo da cozinha.


Acendido o lume, lá se pôs a mulher a alimentar o fogo com os gravetos que tinha trazido do areal. A dado momento, agarrou num grande pedaço de madeira comprida e atirou-o também ao fogo. Porém, este comprido lenho saltava para fora do lume, e por várias vezes a pobre mulher e algumas vizinhas o tentaram também, contudo, logo o lenho saltava da lareira. 

Entretanto, a filha surda-muda que ali estava, falou que aquela madeira comprida era o braço que faltava ao Bom Jesus de Bouças.

Perante o milagre de uma surda-muda falar, as mulheres agarraram aquele pedaço de madeira e levaram-no à Igreja de Bouças e lá então se certificaram que a surda-muda tinha falado a verdade. 


O braço se encaixou de imediato na escultura que desde então, nunca mais foi possível perceber qual o braço que estivera tantos anos em falta. E depois deste dia, mais se multiplicaram os milagres atribuídos ao Senhor de Matosinhos.

Foi no século XVI que a imagem saiu de Bouças para Matosinhos.

Aliás, a Festa dedicada ao Senhor de Matosinhos iniciou-se em 1732 por altura da inauguração das obras da Igreja Nova. Durou três dias e teve lugar na segunda oitava do Espírito Santo. Teve início no domingo e terminou na terça-feira, dia em que, segundo a tradição, apareceu a imagem.

Ainda hoje, a romaria e as festas do Senhor de Matosinhos atraem muitos peregrinos de todas as partes de Portugal, e talvez, até pudéssemos dizer, que do mundo inteiro já muitos vêm a esta festa, que atualmente dura várias semanas.

No próximo artigo iremos falar da romaria do Senhor de Matosinhos, do porquê de tanta gente vir a esta terra como peregrino, e de como esta imagem de Senhor crucificado foi sempre, uma devoção das gentes que vivem da faina do mar…

E ainda mais iremos falar do local onde foi encontrada a imagem do Senhor de Matosinhos que ainda hoje lá se pode ver e sentir onde todas estas lendas começaram ...





Bibliografia:

Pormenores das lendas e história do Senhor de Matosinhos consultados em:

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As lendas de Matosinhos - O Senhor de Matosinhos (Parte I)



Na Igreja paroquial de Matosinhos vê-se no altar central uma imagem de Jesus crucificado em madeira que, segundo as várias lendas que por estes lados se contam, corresponde a uma das imagens mais antigas que existem de Jesus Cristo.

Aliás, segundo a lenda, este Cristo foi esculpido pelo próprio Nicodemos que trabalhava muito bem a madeira. 

Nos Evangelhos, Nicodemos foi um dos levaram o corpo de Jesus para a sepultura:

“Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo. Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus. No sítio em que Ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus.” (São João 19, 38-42)


E com base na imagem deixada no Santo Sudário, que envolveu o corpo de Jesus no seu sepulcro, Nicodemos fez várias imagens do Cristo na cruz, trabalhadas em madeira que alguns dizem ter sido cinco. 

Por essa altura, havia uma violenta perseguição aos cristãos por parte dos romanos e dos judeus. Por causa disso, Nicodemos, para que não fosse acusado como cristão, jogou todas as imagens no mar, sendo que uma delas veio parar aos mares que beijam a praia de Matosinhos.

Apesar de alguns dizerem que Nicodemos fez apenas cinco imagens de Jesus crucificado, outros dizem que é desconhecido o número exato de imagens que foram jogadas ao mar, pois contam-se mais de 20, as imagens de Cristo na cruz, com lendas semelhantes a esta de Matosinhos, na costa mediterrânea, em Portugal, sul da Espanha e Galiza.

Contudo, a mais antiga considera-se esta, que aqui está em Matosinhos, em que o Cristo está em tamanho natural.

Mas como esta imagem lançada ao mar chegou a Matosinhos?

No próximo artigo deste blogue, continuaremos a contar mais lendas de Matosinhos…




Bibliografia:

Pormenores das lendas de Matosinhos consultados em:

O trecho bíblico foi consultado em:

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Finalizando a pintura do retrato de Francisco Marto ...



"Costumava dizer: «Que belo é Deus, que belo! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor»."

"(…) O Francisco era tolerante e pacífico, condescendente e bondoso. Não discutia. Talvez já entendesse, naquela idade tão tenra, que da discussão, como regra, não nasce a luz, mas cresce a paixão."

"Um dia, um companheiro tirou-lhe um lenço muito lindo. Lúcia interveio, para que o lenço lhe fosse restituído. O Francisco, que não era para contendas disse: - «Deixa lá! A mim que me importa o lenço?»


"Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para «consolar a Nosso Senhor»."

"Não se impressionou muito com a visão do inferno, mas ficava absorto na contemplação da Santíssima Trindade; na contemplação de Deus que se lhe manifestou nessa luz imensa que penetrou até ao mais íntimo da alma."

 "Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto, sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu o pudesse consolar!"


"Nutriu uma especial devoção à Eucaristia e passava muito tempo na igreja, adorando o Santíssimo Sacramento do altar a que chama «Jesus escondido»."

"Gosto mais de rezar sozinho", dizia tantas vezes, "para pensar e consolar a Nosso Senhor"! Por isso passava horas e horas junto de "Jesus escondido". Quando já não podia ir, pedia à Lúcia que fosse na sua vez: -"Dá muitas saudades minhas a Jesus escondido".


"No ano de 1918 foi atingido pela grave epidemia bronco-pulmonar chamada «espanhola». Sofreu, com íntima alegria, a sua enfermidade e as suas enormes dores, em oblação a Deus."

"À Lúcia que lhe perguntava se sofria, respondeu: «Bastante, mas não me importa. Sofro para consolar Nosso Senhor e em breve irei para o céu»."


"No dia 2 de Abril, recebeu santamente o sacramento da Penitência e no dia seguinte foi finalmente alimentado com o Corpo de Cristo, como Santo Viático que seria a sua primeira e também última comunhão. Poucos momentos, antes de morrer disse: -  Olhe, mãe, olhe, que luz tão linda, ao pé da porta."

"Às 10 horas da noite, a 4 de Abril de 1919, faleceu com calma, sem nenhum sinal de sofrimento, sem agonia, o seu rosto brilhando com uma luz angélica.

Nas suas Memórias, Lúcia assim descreveu este momento: "Ele voou para o Céu nos braços da Nossa Mãe Celeste."

Francisco Marto foi um dos três pastorinhos que do dia 13 de Maio até ao dia 13 de Outubro de 1917, aos quais, a Virgem Maria apareceu em Fátima – Portugal. Quando, no transcurso da Primeira Aparição, Lúcia perguntou se o Francisco iria para o Céu, Nossa Senhora respondeu: "Sim, ele vai para o Céu, mas terá que recitar o Rosário muitas vezes."

(…) Dentre os três pastorinhos, Francisco parece ser aquele que mais profundamente captou o sobrenatural de Fátima.







As frases deste vídeo sobre Francisco Marto
foram consultadas nos seguintes sites:


Imagens da pintura
"Francisco Marto"
Retrato pintado com técnica mista
Obra original de Gráccio Caetano


Começando a pintar o retrato de Francisco Marto...




Francisco nasceu em Aljustrel, paróquia de Fátima - Portugal, no dia 11 de Junho de 1908, filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus Marto.  


"Francisco era um rapaz com uma cara arredondada, traços perfeitos, olhos claros, bem constituído. Tal como os outros rapazes da sua aldeia, vestia-se com simplicidade, calças compridas e colete. Na cabeça, usava um longo carapuço típico da região."


Desde os seis anos, diariamente, saía de manhã cedo com o rebanho que pastoreava, retornando a casa ao pôr do sol. 

Levava consigo uma sacola na qual estava o alimento e a também a flauta, com a qual se divertia, a tocar e a cantar nos penedos mais altos: "Amo a Deus no Céu. Amo-o também na terra, amo o campo, as flores. Amo as ovelhas na serra".


"Era sensível à beleza da natureza, que contemplava com sensibilidade e admiração; deleitava-se com a solidão dos montes e ficava extasiado perante o nascer e pôr do sol."

"Na natureza sabia descobrir o rasto de Deus; por isso contemplava extasiado o lindo nascer e pôr do sol, o seu reflexo nas vidraças das janelas ou nas gotas de orvalho."



Assim como Francisco de Assis, também amava os passarinhos como criaturas de Deus, deixando-lhes pedacinhos de pão em cima dos penedos, dizendo-lhes: "Coitadinhos! Estão cheios de fome. Venham, venham comer".

"Chamava ao sol «candeia de Nosso Senhor» e enchia-se de alegria ao aparecerem as estrelas que designava «candeias dos Anjos»."

"Era de tal inocência que dizia que ao chegar ao céu havia de colocar azeite na candeia da Virgem Maria."




(A pintura do Retrato de Francisco Marto ainda não está finalizada. Nos próximos artigos publicaremos a continuação desta pintura e a sua versão final).

As frases e história de Francisco Marto foram consultadas nos seguintes sites:

Fotos da Pintura do retrato de Francisco Marto com técnica mista sobre papel - original de Gráccio Caetano:

Veja alguns vídeos dos retratos de Gráccio Caetano em:




Terminando a Pintura do retrato de Jacinta Marto ...





"Ela era criança só em idade. No demais, sabia já praticar a virtude e mostrar a Deus e à Santíssima Virgem o seu amor, pela prática do sacrifício…”.

"Procurava o silêncio e a solidão e de noite levantava-se da cama para rezar e livremente expressar o seu amor ao Senhor."


"Em pouco tempo, a sua vida interior se notabilizou por uma grande fé e por uma enorme caridade."

"A propósito disto dizia: «Gosto tanto de Nosso Senhor! Por vezes julgo ter um fogo no peito, mas que não me queima»."


"Gostava muito de contemplar Cristo Crucificado e comovia-se até às lágrimas ao ouvir a narração da Paixão."

"Então afirmava já não querer cometer pecados para não fazer sofrer Jesus."



"Alimentou uma ardente devoção à Eucaristia, que visitava frequentemente e durante longo tempo na igreja paroquial, escondendo-se no púlpito, onde ninguém a pudesse ver e distrair."

"Desejava alimentar-se do Corpo de Cristo mas isso não lhe foi permitido por causa da idade."

"Encontrava, contudo, consolação na comunhão espiritual."



"Prevendo morrer sozinha, isto é, longe dos seus queridos familiares, disse: «Ó meu Jesus, agora podes converter muitos pecadores, porque este sacrifício é muito grande!»."

"«Sofro muito, mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para reparar o Coração Imaculado de Maria, e também pelo Santo Padre», confidenciou a Lúcia."



"E já muito doente, consola a mãe com estas palavras: «Não se aflija, minha Mãe: vou para o Céu. Lá hei-de pedir muito por si»"

"«No Céu vou amar muito a Jesus e o Coração Imaculado de Maria», declarou pouco antes de morrer."



Jacinta Marto morreu santamente em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.

Jacinta Marto foi um dos três pastorinhos que desde o dia 13 de Maio até ao dia 13 de Outubro de 1917 viram a Virgem Maria em Fátima, Portugal, no lugar chamado Cova da Iria, perto de Fátima.


Segundo Lúcia, “Jacinta foi aquela que recebeu de Nossa Senhora a maior abundância de graças, e um melhor conhecimento de Deus e da virtude”.






Assim terminamos a pintura do retrato de Jacinta Marto, porém no próximo artigo iremos começar a pintura de Francisco Marto. Estes dois pastorinhos que viram a Virgem Maria em Fátima - Portugal, serão beatificados no próximo dia 13 de maio de 2017.


Fotos da pintura com técnica mista do retrato de Jacinta Marto - obra original de Gráccio Caetano - www.gracciocaetano.com


As frases e a bibliografia de Jacinta Marto foram consultados nos seguintes sites:




www.pastorinhos.com/jacinta/



À Laura, mulher forte, minha mãe !



À Laura, mulher forte, minha mãe

Suave força a desdobrar o horizonte
Fresca água de inesgotável fonte
A coragem da águia em defesa do seu ninho
Olhar firme, porta de carinho…

Após nove meses cuidando de invisível flor
Eis a mulher superando a sua dor
Pela ânsia em derreter-se ante novo ser
Ousa chama-lo filho antes mesmo deste nascer…

Este mistério incendia o universo
Faz nova era, destino inquieto…
Mãe, há angústia de possível retribuição
Ofereces alma, mente e coração…

Deus criou a mulher, fez-lhe dar a luz,
Fez dela, mãe, por uma divina razão!
Perpetuou nela, uma missão, pela cruz
Também nela, antecipa-se a ressurreição!

Ser mãe é ressuscitar a humanidade
viver a esperança por nove meses,
por vezes, nem tanto, é verdade,
pela cruz da gestação, gerar novos seres...

Nasce-se criança, nasce-se filho
Quando ao colo materno, acorda-se,
Ao peito materno, sente-se querido,
O futuro incerto, em tuas mãos, abraça-se!

Aprende-se, desde cedo a acreditar
Mesmo sem ver à frente, prosseguir,
Apesar da dor, amar e aceitar
Apesar do medo, vencer o que há de vir...

(Poema de Rosária Grácio)


Imagem da obra original de Rosária Vilela:
"Mãe"
Pintura óleo sobre tela
Ano: 1996

Coleção Particular