Arte com Alma

Pintura do retrato da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado


Devido às perseguições das pessoas que acorriam a Fátima, nem todas por causa da devoção que ali começava a nascer, Lúcia, por conselho do bispo de Leiria, foi levada para o Asilo de Vilar, no Porto.



À medida que mais conhecia a vida religiosa, Lúcia de Jesus interessa-se por também dedicar-se a Deus, optando por seguir a ordem das Irmãs Doroteias, em Espanha.


Será na clausura do Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra que permanecerá desde 17 de maio de 1946 até à sua morte, em 13 de fevereiro de 2005.



Porém, apesar da clausura, a sua missão será divulgar a Mensagem de Fátima e a devoção ao Imaculado Coração de Maria, especialmente pelos seus escritos, entre os quais, as Memórias, divididas em seis partes.


Lúcia escreve ao Papa Pio XII, em 2 de dezembro de 1940, pedindo-lhe que seja atendido o pedido de Nossa Senhora e que fosse proclamada a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, e em especial da Rússia, ao Coração de Maria.


Esta consagração foi feita por Pio XII a 31 de outubro de 1942, em Roma, sendo renovada a 8 de dezembro.


Também os seguintes Papas renovaram a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria:
  • Paulo VI em 21 de novembro de 1964
  • João Paulo II nas seguintes datas: 7 de junho de 1981, 8 de Dezembro de 1981, 13 de maio de 1982, 16 de Outubro de 1983, 25 de março de 1984 (em comunhão com todos os bispos do mundo) e 13 de maio de 1991
  • Francisco em 13 de Outubro de 2013.


A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, nome que adotou quando professou os seus votos perpétuos, em 31 de maio de 1949, morreu a 13 de fevereiro de 2005, e foi sepultada no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.



Os seus restos mortais foram trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima a 19 de fevereiro de 2006, ficando ao lado de sua prima Jacinta.


Três anos após a morte de Lúcia, em 3 de fevereiro de 2008, o Papa Bento XVI permitiu que fosse dispensado a espera de cinco anos para a abertura do processo de beatificação da vidente.


A fase diocesana do processo foi aberta por D. Albino Cleto, em 30 de abril de 2008, e a sua conclusão foi anunciada em 13 de janeiro de 2017. 


A sessão solene de encerramento do processo decorreu a 13 de fevereiro de 2017, nove anos depois do seu início e 12 anos após a morte da vidente.


Foram muitos os testemunhos que relatam as suas virtudes heróicas e a sua fama de santidade que juntaram 15 mil páginas no processo que agora está nas mãos da Congregação para as Causas dos Santos em Roma.




Assim terminamos a segunda parte do Retrato de Lúcia.

A primeira parte retratou Lúcia ainda criança como pastorinha. Este artigo pode ser visto no seguinte link:
gracciocaetano.blogspot.pt/2017/06/pintura-do-retrato-de-lucia-rosa-dos.html

No presente artigo retratamos Lúcia já no fim da sua vida. 

Nesta pintura usamos a técnica mista sobre papel onde utilizamos o lápis de cor aguarela, pastel, carvão e tinta da china.

Brevemente iremos reproduzir estes dois retratos em pequenos filmes que serão vistos no canal do Youtube de Rosária Grácio: www.youtube.com/c/RosáriaGrácio

Neste canal temos uma lista de reprodução dedicada aos retratos Gráccio Caetano em
Retratos Gráccio Caetano - Canal do Youtube






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O Senhor do Padrão - Matosinhos



Senhor do Padrão

30 cm X 30 cm
Técnica Mista sobre Tela
Ano 2008
Obra original de Gráccio Caetano




Neste artigo, continuamos a apresentar as nossas obras relativas a Matosinhos.



Na sequência do “Senhor de Matosinhos”, cujas as lendas envolveram o povo não só de Matosinhos, mas também de Portugal e do mundo inteiro, eis que o local onde esta imagem apareceu foi assinalado com um zimbório, para que tal acontecimento fosse eternizado no tempo.


Este monumento que atualmente chama-se “Senhor do Padrão” foi construído no século XVIII e já foi conhecido também por “Senhor do Espinheiro” ou “Senhor da Areia”.

Na altura da sua construção, só por ali havia o areal, estando este monumento sagrado visível a muitos quilómetros não só de quem estava em terra como de quem vinha do mar.


Apesar de atualmente haver uma grande quantidade de prédios a tentar esconder este lugar tão especial de Matosinhos, quem ali vai, sente uma força especial de vários séculos de devoção religiosa, especialmente dos pescadores de Matosinhos e das suas famílias. 


No dia 1 de novembro, todos os anos, este monumento vê-se rodeado por milhares de velas que ardem em memória dos muitos pescadores que morreram no mar.


Por causa desta sua força que emerge deste monumento, Gráccio Caetano dedicou-lhe uma obra, fazendo-o o centro da tela, aliás, este ocupa todo o espaço da tela.



O que Gráccio Caetano quer transmitir, antes de mais, é esta dinâmica que cresce da terra de Matosinhos e nos visita por meio deste monumento "Senhor do Padrão".


O monumento ergue-se da pequena tela e parece crescer do seu pequeno espaço onde está inserido, como agora está este monumento em Matosinhos, rodeado de tantos prédios que quase o abafam.


Mas o que é certo, é que mesmo neste pequeno espaço, ele parece falar-nos da sua história, quase se ouvem os gemidos e os gritos, dos que um dia no mar submergiram. 

Ao mesmo tempo, a imagem do Senhor de Matosinhos desenhada ao centro, acalma os espíritos e dá-nos a paz. 


O centro, onde Cristo habita, abraça todas estas almas e conforta as que ficaram. Nada mais resta, apenas esta esperança da eternidade além da morte que sobe ao céu, como sobe o fumo das velas que lá se acendem.



O monumento foi esculpido na tela sem qualquer vontade de ser uma réplica matemática do real pois não é este o objetivo de Gráccio Caetano.


O que Gráccio Caetano deseja transmitir é antes de mais, esta força que cresce da terra, erguida em pedra, resistente às intempéries, centrada na imagem do Senhor do Padrão que lá se recolhe para também acolher e abraçar a quem o visita.


Para esta obra Rosária Grácio escreveu o seguinte poema:

“Há muitos anos, no areal estavas só…
Mesmo ao longe, muita devoção acendias
Tanto do mar como da terra, todos te viam
Eras farol da esperança
Para qualquer embarcação que por cá aparecia.

Agora escondido entre os prédios novos
Ainda não está esquecida a tua história,
O Senhor do Padrão ama o seu povo
E este guarda-lhe eterna memória…”





Para saborear melhor esta obra e o seu poema convidamos-lhe a assistir o vídeo que fizemos onde poderá sentir um pouco do que em Gráccio Caetano sentiu ao realizar esta linda obra.





Bibliografia:

Os pormenores históricos do monumento “Senhor do Padrão” foram consultados em:
www.cm-matosinhos.pt


Os artigos deste blogue que falam do "Senhor de Matosinhos" com as suas lendas podem ser lidos em:

O Senhor de Matosinhos - Parte I

O Senhor de Matosinhos - Parte II


O Senhor de Matosinhos - Parte III


Lendas de Matosinhos




As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano. Visite a galeria virtual de Gráccio Caetano e conheça a sua obra e Arte com alma em:
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A pintura de Santo Expedito


Santo Expedito - Pintura Alto-fogo sobre 6 azulejos 11cmX11cm 

Nesta semana partilhamos um painel de azulejos de Santo Expedito. Foi grande a interação do público com esta pintura pelo que aqui vamos fazer um artigo dedicado a esta obra.

Todas as obras religiosas são pintadas, na maioria das vezes, tendo em consideração a vida do santo ou do acontecimento religioso retratado.

A pintura de um santo deve conter em sua imagem a indicação de pormenores da sua vida que possam de antemão, falar com simplicidade, sobre o seu percurso de santidade.

No caso de Santo Expedito, para começar, o nome “Expedito” deriva do latim Expeditus, que significa: disponibilidade, rapidez.


Na imagem vê-se um soldado romano porque este jovem Expedito comandava a II Legião Romana que estava na cidade de Melitene, principal núcleo da província romana da Arménia.

Estamos em finais do século III por altura do imperador romano Dioclesiano que autorizou uma violenta perseguição aos cristãos, destruindo as suas igrejas, retirando-lhes os seus direitos cívicos e políticos.


Expedito tornou-se cristão, já adulto e na altura em que já estava no exército romano. No entanto, não temeu perder o seu alto cargo militar por fidelidade a Jesus Cristo, sendo martirizado no dia 13 das calendas de Maio que corresponde a 19 de abril do ano 303 da era cristã.


Por causa de morrer mártir, Santo Expedito é pintado com a palma do martírio numa das mãos.

No entanto, na imagem vê-se ainda uma cruz na mão direita com a palavra “Hodie” que significa “Hoje”.


Ao pé do jovem Expedito, vê-se uma fita com a palavra “cras” que significa “amanhã”.


Isto refere-se ao facto de que o jovem Expedito poderia ter escolhido não ser cristão naquele tempo em que havia uma grande perseguição aos cristãos.


Apesar de ser tentado a adiar a sua conversão para “amanhã”, ou seja para depois e assim salvar a sua vida e o seu posto vantajoso no exército romano, preferiu converter-se ainda “hoje”.

Santo Expedito - Pintura acrílica com alto-relevo sobre azulejo

Isto significa que é sempre no dia de hoje que devemos amar a Cristo e segui-Lo e não deixarmos a nossa conversão para depois ou conforme a nossa conveniência.

Santo Expedito - Pintura Alto-fogo sobre azulejo 11cmX11cm em suporte de cortiça com desenhos em dourado



Bibliografia:

Os pormenores da vida de Santo Expedido foram consultados em:


As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano


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Lendas de Matosinhos

Lendas de Matosinhos -original de Gráccio Caetano

Lendas de Matosinhos

70 cm X 60 cm
Técnica Mista sobre Tela

Ano 2008



Depois de partilhar em artigos anteriores, algumas das lendas do Senhor de Matosinhos, apresento-vos a obra original de Gráccio Caetano "Lendas de Matosinhos". 


Esta obra foi concebida a partir das histórias e lendas de Matosinhos.


Alguns dos pormenores deste quadro se encontram em alto-relevo. 




Na foto acima mostra quando ainda estávamos a moldar o "Senhor do Padrão" na tela e percebe-se claramente que alguns pormenores foram esculpidos na tela, tornando-se palpáveis.



Se lerem os nossos artigos referentes às lendas de Matosinhos, todas as histórias centram-se no local onde a imagem do Senhor de Matosinhos foi encontrado que ainda hoje destaca-se: Senhor do Padrão.



A vida dos que vivem em Matosinhos estão interligadas com as atividades ligadas ao mar, e no quadro observam-se os barcos, as peixeiras e os pescadores, todos envoltos num círculo de atividades que dependem umas das outras. 




Este círculo que vem e leva-nos novamente ao mar está presente neste quadro, num movimento de alegrias e dores que acompanham as dádivas e também as perdas que o mar traz.





Para esta obra, Rosária Grácio escreveu o seguinte poema:


Contam-se muitas lendas por estes lados,
Do Senhor de Matosinhos
Dos trágicos naufrágios

Dos pescadores que iam e vinham
Com milagres após os piores presságios… 
São tradições de um povo nascido no mar
Que as lendas abraçam para dar-lhes coragem…
Enaltecem as mãos calejadas com um rico cabaz
Levado por Pés firmes sob a areia fina destas praias…

 (Poema de autoria de Rosária Grácio)


Este poema e pormenores da obra "Lendas de Matosinhos" estão disponíveis para serem vistos no seguinte filme do canal do Youtube de Rosária Grácio em :
Lendas de Matosinhos - Obra original de Gráccio Caetano

Os artigos deste blogue que falam do "Senhor de Matosinhos" com as suas lendas podem ser lidos em:
O Senhor de Matosinhos - Parte I

O Senhor de Matosinhos - Parte II

O Senhor de Matosinhos - Parte III




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Pintura do Retrato de Lúcia - Parte I



Lúcia Rosa dos Santos nasceu em Aljustrel, a 28 de março de 1907 e foi batizada dois dias depois. Os seus pais eram António dos Santos e Maria Rosa e foi a mais nova de sete irmãos.


Em 30 de maio de 1913, Lúcia recebe a Primeira Comunhão aos seis anos, por mediação do Pe. Cruz que ficou impressionado com os seus conhecimentos catequéticos. 


Os seus pais eram António dos Santos e Maria Rosa e foi a mais nova de sete irmãos.

Tinha o rosto moreno e arredondado e a boca larga; nariz achatado, testa curta e dois olhos negros e espessas sobrancelhas. Era decidida e séria. Gostava de se arranjar bem, sobretudo nas festas.


A família gostava muito dela por ser inteligente e meiga. Gostava de crianças e entretinha-as com facilidade. Gostava de jogar ao esconde-esconde e ao botão, às pedrinhas e às prendas.

Nas suas Memórias, Lúcia relata que em 1915 teve visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, enquanto estava com outras amigas.


Com os primos Jacinta e Francisco, recebeu por três vezes a visita de um Anjo (1916) e por seis vezes a visita de Nossa Senhora (1917), que lhes pediu oração e penitência em reparação e pela conversão dos pecadores.


Na segunda aparição de Nossa Senhora, a 13 de junho de 1917, Lúcia pediu a Nossa Senhora:

– Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

Respondeu Nossa Senhora:

– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. [A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono].


– Fico cá sozinha? – perguntou ainda a Lúcia, com pena.

– Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que Nossa Senhora abriu as mãos e lhes comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e a Lúcia na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Os pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.»


Após as aparições, a vida de Lúcia e dos seus primos transformou-se completamente: não só porque acolhem os pedidos da Senhora, recitando diariamente o terço, fazendo sacrifícios, alguns dolorosos, pelos pecadores e comparecendo durante seis meses, ao dia 13, naquele local, mas sobretudo porque passam a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e de inventarem tudo.


Depois das Aparições, Lúcia sofrerá nos anos seguintes, duras perdas: a morte do Francisco e da Jacinta bem como de seu pai.

Para além disso, ainda adolescente, Lúcia será sujeita a vários interrogatórios e perseguições que irão acompanha-la durante toda a sua vida, conforme foi previsto por Nossa Senhora.



No próximo artigo continuaremos com a pintura do retrato de Lúcia já como freira. 

Como mencionamos no artigo anterior, Lúcia será por nós retratada em duas partes. Nesta primeira parte retratamos a sua imagem ainda como pastorinha à data das aparições de Nossa Senhora. Na próxima parte iremos retrata-la na sua velhice. 



Bibliografia:

Pormenores da história e palavras de Lúcia retirados dos sites:





As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano ao retratar Lúcia com a técnica de carvão/grafite sobre papel.

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