Arte com Alma

A pintura de Santo Expedito


Santo Expedito - Pintura Alto-fogo sobre 6 azulejos 11cmX11cm 

Nesta semana partilhamos um painel de azulejos de Santo Expedito. Foi grande a interação do público com esta pintura pelo que aqui vamos fazer um artigo dedicado a esta obra.

Todas as obras religiosas são pintadas, na maioria das vezes, tendo em consideração a vida do santo ou do acontecimento religioso retratado.

A pintura de um santo deve conter em sua imagem a indicação de pormenores da sua vida que possam de antemão, falar com simplicidade, sobre o seu percurso de santidade.

No caso de Santo Expedito, para começar, o nome “Expedito” deriva do latim Expeditus, que significa: disponibilidade, rapidez.


Na imagem vê-se um soldado romano porque este jovem Expedito comandava a II Legião Romana que estava na cidade de Melitene, principal núcleo da província romana da Arménia.

Estamos em finais do século III por altura do imperador romano Dioclesiano que autorizou uma violenta perseguição aos cristãos, destruindo as suas igrejas, retirando-lhes os seus direitos cívicos e políticos.


Expedito tornou-se cristão, já adulto e na altura em que já estava no exército romano. No entanto, não temeu perder o seu alto cargo militar por fidelidade a Jesus Cristo, sendo martirizado no dia 13 das calendas de Maio que corresponde a 19 de abril do ano 303 da era cristã.


Por causa de morrer mártir, Santo Expedito é pintado com a palma do martírio numa das mãos.

No entanto, na imagem vê-se ainda uma cruz na mão direita com a palavra “Hodie” que significa “Hoje”.


Ao pé do jovem Expedito, vê-se uma fita com a palavra “cras” que significa “amanhã”.


Isto refere-se ao facto de que o jovem Expedito poderia ter escolhido não ser cristão naquele tempo em que havia uma grande perseguição aos cristãos.


Apesar de ser tentado a adiar a sua conversão para “amanhã”, ou seja para depois e assim salvar a sua vida e o seu posto vantajoso no exército romano, preferiu converter-se ainda “hoje”.

Santo Expedito - Pintura acrílica com alto-relevo sobre azulejo

Isto significa que é sempre no dia de hoje que devemos amar a Cristo e segui-Lo e não deixarmos a nossa conversão para depois ou conforme a nossa conveniência.

Santo Expedito - Pintura Alto-fogo sobre azulejo 11cmX11cm em suporte de cortiça com desenhos em dourado



Bibliografia:

Os pormenores da vida de Santo Expedido foram consultados em:


As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano


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Lendas de Matosinhos

Lendas de Matosinhos -original de Gráccio Caetano

Lendas de Matosinhos

70 cm X 60 cm
Técnica Mista sobre Tela

Ano 2008



Depois de partilhar em artigos anteriores, algumas das lendas do Senhor de Matosinhos, apresento-vos a obra original de Gráccio Caetano "Lendas de Matosinhos". 


Esta obra foi concebida a partir das histórias e lendas de Matosinhos.


Alguns dos pormenores deste quadro se encontram em alto-relevo. 




Na foto acima mostra quando ainda estávamos a moldar o "Senhor do Padrão" na tela e percebe-se claramente que alguns pormenores foram esculpidos na tela, tornando-se palpáveis.



Se lerem os nossos artigos referentes às lendas de Matosinhos, todas as histórias centram-se no local onde a imagem do Senhor de Matosinhos foi encontrado que ainda hoje destaca-se: Senhor do Padrão.



A vida dos que vivem em Matosinhos estão interligadas com as atividades ligadas ao mar, e no quadro observam-se os barcos, as peixeiras e os pescadores, todos envoltos num círculo de atividades que dependem umas das outras. 




Este círculo que vem e leva-nos novamente ao mar está presente neste quadro, num movimento de alegrias e dores que acompanham as dádivas e também as perdas que o mar traz.





Para esta obra, Rosária Grácio escreveu o seguinte poema:


Contam-se muitas lendas por estes lados,
Do Senhor de Matosinhos
Dos trágicos naufrágios

Dos pescadores que iam e vinham
Com milagres após os piores presságios… 
São tradições de um povo nascido no mar
Que as lendas abraçam para dar-lhes coragem…
Enaltecem as mãos calejadas com um rico cabaz
Levado por Pés firmes sob a areia fina destas praias…

 (Poema de autoria de Rosária Grácio)


Este poema e pormenores da obra "Lendas de Matosinhos" estão disponíveis para serem vistos no seguinte filme do canal do Youtube de Rosária Grácio em :
Lendas de Matosinhos - Obra original de Gráccio Caetano

Os artigos deste blogue que falam do "Senhor de Matosinhos" com as suas lendas podem ser lidos em:
O Senhor de Matosinhos - Parte I

O Senhor de Matosinhos - Parte II

O Senhor de Matosinhos - Parte III




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Pintura do Retrato de Lúcia - Parte I



Lúcia Rosa dos Santos nasceu em Aljustrel, a 28 de março de 1907 e foi batizada dois dias depois. Os seus pais eram António dos Santos e Maria Rosa e foi a mais nova de sete irmãos.


Em 30 de maio de 1913, Lúcia recebe a Primeira Comunhão aos seis anos, por mediação do Pe. Cruz que ficou impressionado com os seus conhecimentos catequéticos. 


Os seus pais eram António dos Santos e Maria Rosa e foi a mais nova de sete irmãos.

Tinha o rosto moreno e arredondado e a boca larga; nariz achatado, testa curta e dois olhos negros e espessas sobrancelhas. Era decidida e séria. Gostava de se arranjar bem, sobretudo nas festas.


A família gostava muito dela por ser inteligente e meiga. Gostava de crianças e entretinha-as com facilidade. Gostava de jogar ao esconde-esconde e ao botão, às pedrinhas e às prendas.

Nas suas Memórias, Lúcia relata que em 1915 teve visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, enquanto estava com outras amigas.


Com os primos Jacinta e Francisco, recebeu por três vezes a visita de um Anjo (1916) e por seis vezes a visita de Nossa Senhora (1917), que lhes pediu oração e penitência em reparação e pela conversão dos pecadores.


Na segunda aparição de Nossa Senhora, a 13 de junho de 1917, Lúcia pediu a Nossa Senhora:

– Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

Respondeu Nossa Senhora:

– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. [A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono].


– Fico cá sozinha? – perguntou ainda a Lúcia, com pena.

– Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que Nossa Senhora abriu as mãos e lhes comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e a Lúcia na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Os pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.»


Após as aparições, a vida de Lúcia e dos seus primos transformou-se completamente: não só porque acolhem os pedidos da Senhora, recitando diariamente o terço, fazendo sacrifícios, alguns dolorosos, pelos pecadores e comparecendo durante seis meses, ao dia 13, naquele local, mas sobretudo porque passam a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e de inventarem tudo.


Depois das Aparições, Lúcia sofrerá nos anos seguintes, duras perdas: a morte do Francisco e da Jacinta bem como de seu pai.

Para além disso, ainda adolescente, Lúcia será sujeita a vários interrogatórios e perseguições que irão acompanha-la durante toda a sua vida, conforme foi previsto por Nossa Senhora.



No próximo artigo continuaremos com a pintura do retrato de Lúcia já como freira. 

Como mencionamos no artigo anterior, Lúcia será por nós retratada em duas partes. Nesta primeira parte retratamos a sua imagem ainda como pastorinha à data das aparições de Nossa Senhora. Na próxima parte iremos retrata-la na sua velhice. 



Bibliografia:

Pormenores da história e palavras de Lúcia retirados dos sites:





As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano ao retratar Lúcia com a técnica de carvão/grafite sobre papel.

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Pintura do retrato de Lúcia Rosa dos Santos


Nesta semana em que o 13 de junho lembra-nos a segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima que faz 100 anos, Gráccio Caetano começou a pintar o retrato de Lúcia Rosa dos Santos, um dos pastorinhos, aos quais Nossa Senhora apareceu em 1917 em Fátima - Portugal.

Após pintar os retratos de Jacinta Marto e Francisco Marto, atualmente já santos, também será importante conhecer mais profundamente a vida de Lúcia que também faz parte da história das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Pintar o retrato de alguém, é antes de mais, mergulhar na sua vida e história para que possa nascer uma pintura viva.


Ao contrário dos seus primos Francisco e Jacinta, que morreram ainda jovens, Lúcia viveu ainda muitos anos. O seu percurso foi marcado por alterações na sua vida, pois Deus quando nos escolhe, e quando aceitamos o que Ele nos pede, temos de mergulhar na sua Vontade plena em nossa vida.

Na vida de Lúcia, o tempo e a história entrelaçam-se e pela fé, é possível sentir que Deus nunca nos abandona.

O retrato de Lúcia será pintado em duas partes.

A primeira parte transmitirá a ainda pastorinha e jovem Lúcia, cuja a pintura será feita a preto e branco com o uso do carvão e grafite.


A segunda parte transmitirá a já freira e envelhecida Lúcia por meio de uma pintura a cores em técnica mista.


Os pormenores da pintura serão mostrados com a indicação da história da vida de Lúcia e suas palavras, porque pintar um retrato é pintar a vida de alguém.


Convido-vos a conhecer Lúcia, por meio da pintura do seu retrato, nos nossos próximos artigos !



Bibliografia:

Os pormenores da história e palavras de Lúcia foram retirados dos sites:
www.fatima.pt/pt/pages/narrativa-das-aparicoes





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Lendas de Matosinhos - O Senhor de Matosinhos (Parte III)

Pormenor da Obra "Lendas de Matosinhos" Original de Gráccio Caetano sobre tela


A imagem do  Senhor de Matosinhos que no areal desta terra, veio visitar este povo, sempre foi o Senhor de todas as gentes. Quando a situação de crise atingia várias cidades, faziam-se procissões e preces públicas unindo não só o povo de Matosinhos, mas também Porto, Gaia e Maia numa mesma devoção ao Senhor de Matosinhos. Ainda hoje a devoção ao Bom Jesus de Matosinhos chama pessoas dos vários pontos do país e também do mundo.

Esta devoção tem provas documentais e históricas desde 1342, porém, já antes desta data, as lendas contam que desde à muito, o Bom Jesus chamava muitas pessoas, especialmente as mais simples e as que viviam das fainas do mar. Desde sempre, são feitas promessas, ofertas de velas e figuras de cera, um eterno número de agradecimentos por graças recebidas.


Pormenor da Obra "Lendas de Matosinhos" Original de Gráccio Caetano sobre tela

Quando eram salvos de um naufrágio, os marítimos de várias zonas do litoral norte do país, faziam romagens ao Bom Jesus de Matosinhos, oferecendo-Lhe as velas das suas embarcações, quando os seus navios partiam para longas viagens e pagavam tributo ao Bom Jesus de Matosinhos, quando eram salvos de uma eminente tragédia, poupando as suas vidas.

Igreja Paroquial de Matosinhos - Pintura sobre azulejo - Original de Gráccio Caetano


A primeira Festa foi em 1732 e durou três dias e teve lugar na segunda oitava do Espírito Santo. Começou no domingo e terminou na terça-feira, dia em que, segundo a tradição, apareceu a imagem. 


Senhor de Matosinhos - Técnica mista sobre tela - Original de Gráccio Caetano


No quadro "Senhor de Matosinhos", Gráccio Caetano coloca o Jesus crucificado com certos pormenores em alto-relevo: o cabelo, os dedos das mãos e dos pés, as feridas dos cravos, o manto que lhe cobre a cintura e parte das pernas e parte das esculturas de Nicodemos e José de Arimateia.

Não foi pintada a cruz, antes optou-se por colocar Jesus sobre um imenso azul escuro que significa o céu infinito do universo inteiro.

Jesus abraça o mundo inteiro com a sua paixão e recorda-nos que as suas chagas podem ser tocadas por quem for descrente.

José da Arimateia e Nicodemos representam todos os que seguem Jesus, com ações concretas. Foram eles que foram buscar o corpo de Jesus para ser sepultado, apesar daquele corpo ser de um condenado pelo seu tempo. Eles não temeram as represálias dos seus compatriotas judeus e ousaram dar um sepulcro digno a um crucificado condenado pelos romanos.

O manto branco que cobre a cintura de Jesus emerge da tela, lembra o sudário que o cobriu por inteiro na sepultura, invoca a Ressurreição de Jesus e a sua Presença Eterna entre os crentes e não crentes, pelos séculos sem fim.

Para além deste quadro, Gráccio Caetano dedica outras obras a Matosinhos, duas elas estão especialmente centradas no "Senhor do Padrão".


O Senhor do Padrão é um zimbório datado do século XVIII, onde, segundo a lenda, apareceu a imagem do Senhor de Matosinhos. Este local que a religiosidade popular não deixou em vão, permaneceu na memória deste povo, de geração a geração até os nossos dias. No próximo artigo falaremos deste lugar especial mais em pormenor.

"Lendas de Matosinhos" - Técnica Mista sobre tela - Original de Gráccio Caetano

Veja o nosso vídeo da nossa obra: 
"Lendas de Matosinhos" 
em:



Bibliografia:


Veja o vídeo "Lenda do Senhor de Matosinhos" do Programa da RTP - O Senhor de Matosinhos - Horizontes da Memória. O prof. José Hermano Saraiva conta-nos a história de Portugal a partir das principais regiões do nosso pais. Desta vez, sobre Matosinhos e a Lenda do seu padroeiro - o Senhor de Matosinhos. - www.Youtube.com/

Os pormenores históricos foram consultados em 


As imagens das pinturas são obras originais de Gráccio Caetano
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Conheça no nosso site, as nossas obras dedicadas a Matosinhos em:
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As lendas de Matosinhos - O Senhor de Matosinhos (Parte II)


No ultimo artigo, começamos a contar as lendas que nos dizem um pouco da história do “Senhor de Matosinhos” que pode ser visto no altar da Igreja Paroquial de Matosinhos.

As lendas contam que das várias imagens esculpidas por Nicodemos, que foram lançadas ao mar, por causa da violenta perseguição que por lá havia aos cristãos na Palestina, no tempo de Jesus; uma delas veio parar ao areal de Matosinhos.

Este grande acontecimento foi tão importante para este povo, que a sua data foi para sempre lembrada e fixada na história desta localidade. Foi a 3 de maio do ano de 124 que a escultura de Jesus crucificado em tamanho natural veio dar à costa em Matosinhos, mais precisamente no Lugar do Espinheiro.

Quando foi encontrada, o povo recolheu-a com grande cuidado, levando-a para uma igreja, a de Bouças. Por este motivo, a referida imagem vai ser inicialmente chamada de Bom Jesus de Bouças. Só a partir do século XVI esta imagem terá o nome de Senhor de Matosinhos.

Mas, antes de prosseguirmos, ainda mais há a contar da imagem de Jesus crucificado quando cá chegou a Matosinhos. A imagem não tinha um dos braços e para que a mesma fosse composta, foi pedido aos melhores artífices daquele tempo que fizessem um braço para a imagem. 


No entanto, apesar de todos os esforços e por vários motivos, ou que pela madeira não ser igual ou porque simplesmente não se encaixava, pois mesmo que um novo braço lá fosse aplicado, no dia seguinte já se encontrava solto.

Por cerca de 50 anos, a imagem ficou assim, sem aceitar qualquer novo braço que lhe fosse aplicado.

Então conta a lenda que numa manhã, uma pobre mulher que era mãe de uma surda-muda, foi recolher lenha à praia de Matosinhos, no mesmo Lugar do Espinheiro, onde há 50 anos tinha sido recolhida do mar, a imagem do Bom Jesus de Bouças. Na altura de tempestade, o oceano trazia para o areal pedaços de madeira, e a pobre mulher assim os levava à casa para acender o fogo da cozinha.


Acendido o lume, lá se pôs a mulher a alimentar o fogo com os gravetos que tinha trazido do areal. A dado momento, agarrou num grande pedaço de madeira comprida e atirou-o também ao fogo. Porém, este comprido lenho saltava para fora do lume, e por várias vezes a pobre mulher e algumas vizinhas o tentaram também, contudo, logo o lenho saltava da lareira. 

Entretanto, a filha surda-muda que ali estava, falou que aquela madeira comprida era o braço que faltava ao Bom Jesus de Bouças.

Perante o milagre de uma surda-muda falar, as mulheres agarraram aquele pedaço de madeira e levaram-no à Igreja de Bouças e lá então se certificaram que a surda-muda tinha falado a verdade. 


O braço se encaixou de imediato na escultura que desde então, nunca mais foi possível perceber qual o braço que estivera tantos anos em falta. E depois deste dia, mais se multiplicaram os milagres atribuídos ao Senhor de Matosinhos.

Foi no século XVI que a imagem saiu de Bouças para Matosinhos.

Aliás, a Festa dedicada ao Senhor de Matosinhos iniciou-se em 1732 por altura da inauguração das obras da Igreja Nova. Durou três dias e teve lugar na segunda oitava do Espírito Santo. Teve início no domingo e terminou na terça-feira, dia em que, segundo a tradição, apareceu a imagem.

Ainda hoje, a romaria e as festas do Senhor de Matosinhos atraem muitos peregrinos de todas as partes de Portugal, e talvez, até pudéssemos dizer, que do mundo inteiro já muitos vêm a esta festa, que atualmente dura várias semanas.

No próximo artigo iremos falar da romaria do Senhor de Matosinhos, do porquê de tanta gente vir a esta terra como peregrino, e de como esta imagem de Senhor crucificado foi sempre, uma devoção das gentes que vivem da faina do mar…

E ainda mais iremos falar do local onde foi encontrada a imagem do Senhor de Matosinhos que ainda hoje lá se pode ver e sentir onde todas estas lendas começaram ...





Bibliografia:

Pormenores das lendas e história do Senhor de Matosinhos consultados em:

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