Arte com Alma

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A pintura de Santa Luzia


A pintura de Santa Luzia teve de se ater à história de sua vida. Todas as imagens sacras são pintadas com pormenores que possam contar de alguma maneira a história da vida dos santos que nelas são retratadas.

O nome Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz.

A ela são feitas orações de intercessão pela saúde dos olhos e este pormenor tem a haver com a história da sua vida.


Santa Luzia nasceu em Siracusa (Itália) no fim do século III e ela pertencia a uma família italiana e rica.


Na altura em que Luzia ainda discernia o que iria querer para a sua vida, foi com a sua mãe doente, em peregrinação ao túmulo da mártir Santa Águeda em Catânia. Durante esta peregrinação, ela pediu um sinal à mártir Santa Águeda de que se a sua mãe ficasse curada, isso seria um sinal que o casamento não seria a vontade de Deus para a sua vida, e que a partir de então ofereceria a Deus a sua virgindade, dedicando-Lhe a partir de então a sua vida.


No entanto, ela foi denunciada como cristã numa altura em que havia uma violenta perseguição aos cristãos. Foi presa e sujeita a sofrimentos que a obrigassem à renúncia da sua fé. Durante estes sofrimentos que lhe eram infligidos, foram-lhe arrancados os seus olhos, no entanto, nem isso a demoveu da sua firme vontade de ser cristã.


Conta-se que antes de sua morte, por decapitação, e mesmo após serem arrancados os seus olhos, disse diante dos que a martirizavam: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.


Por causa disso, a imagem de Santa Luzia carrega nas suas mãos uma bandeja ou cálice onde estão os seus olhos arrancados como confirmação da sua fidelidade a Cristo mesmo após terrível sofrimento.


Nas imagens de Santa Luzia, a túnica vermelha é o símbolo do martírio. Uma fita amarela aparece junto à túnica para indicar a proteção de Deus. O manto verde indica o triunfo da vida sobre a morte. A Santa segura uma palma que significa a triunfo e a vitória dos que deram a vida por Cristo. Seu véu branco simboliza a sua pureza porque usualmente na Bíblia o véu branco cobre o que é sagrado e o que é puro.

Tendo em consideração todos estes significados, a nossa pintura de Santa Luzia está vestida de branco que significa a sua pureza. No lado da palma e sobre a sua cabeça resplandece o amarelo que significa a proteção de Deus.


Os seus olhos olham em direção ao céu porque é para Deus que ela desejava dar a sua vida. Ela segura um cálice, o cálice do seu sacrifício, onde estão os seus olhos arrancados pelos que a martirizavam para a fazer deixar a sua firme fé cristã.


A sua túnica avermelhada que significa o seu martírio reflecte também a cor do céu, pois quem ama a Deus, oferece tudo o que sofre nesta terra porque o que mais ressoa nestes corações que amam a Deus é o seu amor às coisas do céu e não aos bens da terra.


O amarelo da proteção de Deus começa a emergir da palma do martírio que está na mão direita de Santa Luzia, e a partir daí inunda todo o seu semblante jovem, que livremente tem uma firme vontade de ser cristã.


Esta pintura foi feita com lápis de cor aguarelável e pastel seco sobre papel.

A pintura desta imagem de Santa Luzia resplandece que a fé transforma os males em bem. Efetivamente, mesmo sendo os seus olhos arrancados, as lendas contam que Deus a fez ter novos olhos milagrosamente, e assim continuar a ver. Por isso, esta Santa cristã católica é a santa intercessora junto de Deus especialmente nos pedidos de cura para as doenças dos olhos.

Eis a oração: 
Ó, Santa Luzia, que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos. Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos anjos e santuário. Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. 

Bibliografia:
As imagens são os pormenores da pintura da obra "Santa Luzia" - Técnica Mista sobre papel - original de Gráccio Caetano - www.gracciocaetano.com

Pormenores da vida de Santa Luzia consultados em:

A oração foi retirada do site:

A oração de Santa Luzia pode ser vista e ouvida num pequeno filme no canal do youtube Rosária Grácio em:
www.youtube.com/

Pintura do retrato da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado


Devido às perseguições das pessoas que acorriam a Fátima, nem todas por causa da devoção que ali começava a nascer, Lúcia, por conselho do bispo de Leiria, foi levada para o Asilo de Vilar, no Porto.



À medida que mais conhecia a vida religiosa, Lúcia de Jesus interessa-se por também dedicar-se a Deus, optando por seguir a ordem das Irmãs Doroteias, em Espanha.


Será na clausura do Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra que permanecerá desde 17 de maio de 1946 até à sua morte, em 13 de fevereiro de 2005.



Porém, apesar da clausura, a sua missão será divulgar a Mensagem de Fátima e a devoção ao Imaculado Coração de Maria, especialmente pelos seus escritos, entre os quais, as Memórias, divididas em seis partes.


Lúcia escreve ao Papa Pio XII, em 2 de dezembro de 1940, pedindo-lhe que seja atendido o pedido de Nossa Senhora e que fosse proclamada a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, e em especial da Rússia, ao Coração de Maria.


Esta consagração foi feita por Pio XII a 31 de outubro de 1942, em Roma, sendo renovada a 8 de dezembro.


Também os seguintes Papas renovaram a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria:
  • Paulo VI em 21 de novembro de 1964
  • João Paulo II nas seguintes datas: 7 de junho de 1981, 8 de Dezembro de 1981, 13 de maio de 1982, 16 de Outubro de 1983, 25 de março de 1984 (em comunhão com todos os bispos do mundo) e 13 de maio de 1991
  • Francisco em 13 de Outubro de 2013.


A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, nome que adotou quando professou os seus votos perpétuos, em 31 de maio de 1949, morreu a 13 de fevereiro de 2005, e foi sepultada no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.



Os seus restos mortais foram trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima a 19 de fevereiro de 2006, ficando ao lado de sua prima Jacinta.


Três anos após a morte de Lúcia, em 3 de fevereiro de 2008, o Papa Bento XVI permitiu que fosse dispensado a espera de cinco anos para a abertura do processo de beatificação da vidente.


A fase diocesana do processo foi aberta por D. Albino Cleto, em 30 de abril de 2008, e a sua conclusão foi anunciada em 13 de janeiro de 2017. 


A sessão solene de encerramento do processo decorreu a 13 de fevereiro de 2017, nove anos depois do seu início e 12 anos após a morte da vidente.


Foram muitos os testemunhos que relatam as suas virtudes heróicas e a sua fama de santidade que juntaram 15 mil páginas no processo que agora está nas mãos da Congregação para as Causas dos Santos em Roma.




Assim terminamos a segunda parte do Retrato de Lúcia.

A primeira parte retratou Lúcia ainda criança como pastorinha. Este artigo pode ser visto no seguinte link:
gracciocaetano.blogspot.pt/2017/06/pintura-do-retrato-de-lucia-rosa-dos.html

No presente artigo retratamos Lúcia já no fim da sua vida. 

Nesta pintura usamos a técnica mista sobre papel onde utilizamos o lápis de cor aguarela, pastel, carvão e tinta da china.

Brevemente iremos reproduzir estes dois retratos em pequenos filmes que serão vistos no canal do Youtube de Rosária Grácio: www.youtube.com/c/RosáriaGrácio

Neste canal temos uma lista de reprodução dedicada aos retratos Gráccio Caetano em
Retratos Gráccio Caetano - Canal do Youtube






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A pintura de Santo Expedito


Santo Expedito - Pintura Alto-fogo sobre 6 azulejos 11cmX11cm 

Nesta semana partilhamos um painel de azulejos de Santo Expedito. Foi grande a interação do público com esta pintura pelo que aqui vamos fazer um artigo dedicado a esta obra.

Todas as obras religiosas são pintadas, na maioria das vezes, tendo em consideração a vida do santo ou do acontecimento religioso retratado.

A pintura de um santo deve conter em sua imagem a indicação de pormenores da sua vida que possam de antemão, falar com simplicidade, sobre o seu percurso de santidade.

No caso de Santo Expedito, para começar, o nome “Expedito” deriva do latim Expeditus, que significa: disponibilidade, rapidez.


Na imagem vê-se um soldado romano porque este jovem Expedito comandava a II Legião Romana que estava na cidade de Melitene, principal núcleo da província romana da Arménia.

Estamos em finais do século III por altura do imperador romano Dioclesiano que autorizou uma violenta perseguição aos cristãos, destruindo as suas igrejas, retirando-lhes os seus direitos cívicos e políticos.


Expedito tornou-se cristão, já adulto e na altura em que já estava no exército romano. No entanto, não temeu perder o seu alto cargo militar por fidelidade a Jesus Cristo, sendo martirizado no dia 13 das calendas de Maio que corresponde a 19 de abril do ano 303 da era cristã.


Por causa de morrer mártir, Santo Expedito é pintado com a palma do martírio numa das mãos.

No entanto, na imagem vê-se ainda uma cruz na mão direita com a palavra “Hodie” que significa “Hoje”.


Ao pé do jovem Expedito, vê-se uma fita com a palavra “cras” que significa “amanhã”.


Isto refere-se ao facto de que o jovem Expedito poderia ter escolhido não ser cristão naquele tempo em que havia uma grande perseguição aos cristãos.


Apesar de ser tentado a adiar a sua conversão para “amanhã”, ou seja para depois e assim salvar a sua vida e o seu posto vantajoso no exército romano, preferiu converter-se ainda “hoje”.

Santo Expedito - Pintura acrílica com alto-relevo sobre azulejo

Isto significa que é sempre no dia de hoje que devemos amar a Cristo e segui-Lo e não deixarmos a nossa conversão para depois ou conforme a nossa conveniência.

Santo Expedito - Pintura Alto-fogo sobre azulejo 11cmX11cm em suporte de cortiça com desenhos em dourado



Bibliografia:

Os pormenores da vida de Santo Expedido foram consultados em:


As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano


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gracio.vilela.caetano@gmail.com


Pintura do Retrato de Lúcia - Parte I



Lúcia Rosa dos Santos nasceu em Aljustrel, a 28 de março de 1907 e foi batizada dois dias depois. Os seus pais eram António dos Santos e Maria Rosa e foi a mais nova de sete irmãos.


Em 30 de maio de 1913, Lúcia recebe a Primeira Comunhão aos seis anos, por mediação do Pe. Cruz que ficou impressionado com os seus conhecimentos catequéticos. 


Os seus pais eram António dos Santos e Maria Rosa e foi a mais nova de sete irmãos.

Tinha o rosto moreno e arredondado e a boca larga; nariz achatado, testa curta e dois olhos negros e espessas sobrancelhas. Era decidida e séria. Gostava de se arranjar bem, sobretudo nas festas.


A família gostava muito dela por ser inteligente e meiga. Gostava de crianças e entretinha-as com facilidade. Gostava de jogar ao esconde-esconde e ao botão, às pedrinhas e às prendas.

Nas suas Memórias, Lúcia relata que em 1915 teve visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, enquanto estava com outras amigas.


Com os primos Jacinta e Francisco, recebeu por três vezes a visita de um Anjo (1916) e por seis vezes a visita de Nossa Senhora (1917), que lhes pediu oração e penitência em reparação e pela conversão dos pecadores.


Na segunda aparição de Nossa Senhora, a 13 de junho de 1917, Lúcia pediu a Nossa Senhora:

– Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

Respondeu Nossa Senhora:

– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. [A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono].


– Fico cá sozinha? – perguntou ainda a Lúcia, com pena.

– Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que Nossa Senhora abriu as mãos e lhes comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e a Lúcia na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Os pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.»


Após as aparições, a vida de Lúcia e dos seus primos transformou-se completamente: não só porque acolhem os pedidos da Senhora, recitando diariamente o terço, fazendo sacrifícios, alguns dolorosos, pelos pecadores e comparecendo durante seis meses, ao dia 13, naquele local, mas sobretudo porque passam a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e de inventarem tudo.


Depois das Aparições, Lúcia sofrerá nos anos seguintes, duras perdas: a morte do Francisco e da Jacinta bem como de seu pai.

Para além disso, ainda adolescente, Lúcia será sujeita a vários interrogatórios e perseguições que irão acompanha-la durante toda a sua vida, conforme foi previsto por Nossa Senhora.



No próximo artigo continuaremos com a pintura do retrato de Lúcia já como freira. 

Como mencionamos no artigo anterior, Lúcia será por nós retratada em duas partes. Nesta primeira parte retratamos a sua imagem ainda como pastorinha à data das aparições de Nossa Senhora. Na próxima parte iremos retrata-la na sua velhice. 



Bibliografia:

Pormenores da história e palavras de Lúcia retirados dos sites:





As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano ao retratar Lúcia com a técnica de carvão/grafite sobre papel.

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Conheça os outros azulejos Gráccio Caetano em

Pintura do retrato de Lúcia Rosa dos Santos


Nesta semana em que o 13 de junho lembra-nos a segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima que faz 100 anos, Gráccio Caetano começou a pintar o retrato de Lúcia Rosa dos Santos, um dos pastorinhos, aos quais Nossa Senhora apareceu em 1917 em Fátima - Portugal.

Após pintar os retratos de Jacinta Marto e Francisco Marto, atualmente já santos, também será importante conhecer mais profundamente a vida de Lúcia que também faz parte da história das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Pintar o retrato de alguém, é antes de mais, mergulhar na sua vida e história para que possa nascer uma pintura viva.


Ao contrário dos seus primos Francisco e Jacinta, que morreram ainda jovens, Lúcia viveu ainda muitos anos. O seu percurso foi marcado por alterações na sua vida, pois Deus quando nos escolhe, e quando aceitamos o que Ele nos pede, temos de mergulhar na sua Vontade plena em nossa vida.

Na vida de Lúcia, o tempo e a história entrelaçam-se e pela fé, é possível sentir que Deus nunca nos abandona.

O retrato de Lúcia será pintado em duas partes.

A primeira parte transmitirá a ainda pastorinha e jovem Lúcia, cuja a pintura será feita a preto e branco com o uso do carvão e grafite.


A segunda parte transmitirá a já freira e envelhecida Lúcia por meio de uma pintura a cores em técnica mista.


Os pormenores da pintura serão mostrados com a indicação da história da vida de Lúcia e suas palavras, porque pintar um retrato é pintar a vida de alguém.


Convido-vos a conhecer Lúcia, por meio da pintura do seu retrato, nos nossos próximos artigos !



Bibliografia:

Os pormenores da história e palavras de Lúcia foram retirados dos sites:
www.fatima.pt/pt/pages/narrativa-das-aparicoes





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Finalizando a pintura do retrato de Francisco Marto ...



"Costumava dizer: «Que belo é Deus, que belo! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor»."

"(…) O Francisco era tolerante e pacífico, condescendente e bondoso. Não discutia. Talvez já entendesse, naquela idade tão tenra, que da discussão, como regra, não nasce a luz, mas cresce a paixão."

"Um dia, um companheiro tirou-lhe um lenço muito lindo. Lúcia interveio, para que o lenço lhe fosse restituído. O Francisco, que não era para contendas disse: - «Deixa lá! A mim que me importa o lenço?»


"Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para «consolar a Nosso Senhor»."

"Não se impressionou muito com a visão do inferno, mas ficava absorto na contemplação da Santíssima Trindade; na contemplação de Deus que se lhe manifestou nessa luz imensa que penetrou até ao mais íntimo da alma."

 "Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto, sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu o pudesse consolar!"


"Nutriu uma especial devoção à Eucaristia e passava muito tempo na igreja, adorando o Santíssimo Sacramento do altar a que chama «Jesus escondido»."

"Gosto mais de rezar sozinho", dizia tantas vezes, "para pensar e consolar a Nosso Senhor"! Por isso passava horas e horas junto de "Jesus escondido". Quando já não podia ir, pedia à Lúcia que fosse na sua vez: -"Dá muitas saudades minhas a Jesus escondido".


"No ano de 1918 foi atingido pela grave epidemia bronco-pulmonar chamada «espanhola». Sofreu, com íntima alegria, a sua enfermidade e as suas enormes dores, em oblação a Deus."

"À Lúcia que lhe perguntava se sofria, respondeu: «Bastante, mas não me importa. Sofro para consolar Nosso Senhor e em breve irei para o céu»."


"No dia 2 de Abril, recebeu santamente o sacramento da Penitência e no dia seguinte foi finalmente alimentado com o Corpo de Cristo, como Santo Viático que seria a sua primeira e também última comunhão. Poucos momentos, antes de morrer disse: -  Olhe, mãe, olhe, que luz tão linda, ao pé da porta."

"Às 10 horas da noite, a 4 de Abril de 1919, faleceu com calma, sem nenhum sinal de sofrimento, sem agonia, o seu rosto brilhando com uma luz angélica.

Nas suas Memórias, Lúcia assim descreveu este momento: "Ele voou para o Céu nos braços da Nossa Mãe Celeste."

Francisco Marto foi um dos três pastorinhos que do dia 13 de Maio até ao dia 13 de Outubro de 1917, aos quais, a Virgem Maria apareceu em Fátima – Portugal. Quando, no transcurso da Primeira Aparição, Lúcia perguntou se o Francisco iria para o Céu, Nossa Senhora respondeu: "Sim, ele vai para o Céu, mas terá que recitar o Rosário muitas vezes."

(…) Dentre os três pastorinhos, Francisco parece ser aquele que mais profundamente captou o sobrenatural de Fátima.







As frases deste vídeo sobre Francisco Marto
foram consultadas nos seguintes sites:


Imagens da pintura
"Francisco Marto"
Retrato pintado com técnica mista
Obra original de Gráccio Caetano