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Os carregadores de cestos na vindima - Vídeo da obra e poema




Os carregadores de cestos nas vindimas
64 cm X 53cm
Óleo sob tela com moldura em madeira dupla
Ano: 1997

A força humana deste carregar
Lento por entre os bardos,
É duro trabalho, mas digno.
Humano suor de intenso ansiar
Banha a terra no erguer dos cestos
Com o levar dos frutos pequeninos, 
doirados e negros, tão doces enlevos …

Poema de Rosária Grácio
Obra original de Rosária Vilela 
Gráccio Caetano Atelier


Conheça a obra de Gráccio Caetano Atelier em

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História da criação da obra "Musa do Douro"




Musa do Douro
118 cm X 90cm
Óleo sobre tela com moldura dupla
Ano 1994
Original de Rosária Vilela
Gráccio Caetano Atelier


A partir do ano de 1991, comecei a fazer exposições de pintura pelo Norte de Portugal. Durante estas viagens, tive a oportunidade de conhecer não só as paisagens maravilhosas do Douro e de Trás-os-Montes como também as suas tradições e formas de ver e viver o dia a dia a partir de cada terra, todas especiais e únicas.


Durante as exposições de pintura, deixava sempre um tempo para conhecer mais e mais cada terra que visitava.


Nas terras transmontanas, gostava muito de ouvir as histórias que se partilhavam nos convívios que aconteciam durante as exposições.


Desde as primeiras exposições, que pelos vários lugares que visitava, tirava fotos e a partir das experiências partilhadas, comecei a fazer desenhos, pinturas e  com estes, alguns poemas que traduziam tudo o que sentia e via sobre a riqueza da terra transmontana. 


Especialmente na terra dos meus pais - Sanfins do Douro - onde também realizei várias exposições de pintura, ainda mais ouvia as histórias dos meus familiares e amigos que mais livremente falavam do que é viver da vinha, esta luta árdua e por vezes, incerta.

Foi numa dessas conversas que ouvi um agricultor falar do quanto cada videira representava na cultura da vinha. E cuidar de cada videira com tanto carinho como que se de uma mulher se tratasse.



E assim fui concebendo  a Musa do Douro, em que um rosto de mulher emerge de uma videira como que sentada e bem acomodada entre as suas folhas.



A mulher olha para o céu, e dela pendem três cachos. O cacho central ainda verde é apenas o início da esperança que antecede cada vindima.




Para cada um dos lados, um cacho de uvas branco e outro de tinto, pois ambos fazem parte, cada qual, com a sua casta, seu sabor e força do que pode gerar uma videira.



Assim nasce "Musa do Douro", uma obra pintada com tinta óleo sobre tela com o seu respectivo poema que revela um pouco da criação desta obra:


Musa do Douro

Pensei ser uma mulher,
A paixão do agricultor,
Quase a musa dos antigos gregos
Só que envolta com a realidade
Rude do dia-a-dia do campo…

Esta silenciosa veneração
Por tenro e frágil ser,
Quase paixão,
Tão correspondida quanto vindimada…

Esta dama agarra à terra,
Homens vigorosos,
 Famílias inteiras ao trabalho árduo,
Suores sagrados
Que a chuva lava…
Esta dama colore o Douro,
Leva consigo o nome,
A razão deste povo transmontano.

Deixai que esta dama cubra o Douro!
Não lhes tires o nome, ó vales transmontanos!
Pela vindima, grita aos ventos,
Que és a musa do vinhateiro
Mãe deste verde ouro
Cujo o vinho apaixona o mundo inteiro…
(Poema de autoria de Rosária Grácio)

Veja o filme desta obra e respetivo poema em
Musa do Douro - Obra e poema de autoria de Rosária Vilela Grácio

Para mais informações, contacte-nos!
912193988 
gracio.vilela.caetano@gmail.com

Visite o nosso site Arte Gráccio Caetano em
www.gracciocaetano.com





Musa do Douro - Vídeo e Poema da obra




Musa do Douro
118 cm X 90cm
Óleo sobre tela com moldura dupla
Obra original de Rosária Vilela
Gráccio Caetano Atelier

Ano 1994



Este quadro foi concebido após várias conversas informais da autora com alguns vinhateiros que partilharam, com orgulho, que a videira deve ser cuidada com muito carinho da mesma maneira como se deve cuidar de uma mulher que se ama.


Poema da obra:

Musa do Douro

Pensei ser uma mulher,
A paixão do agricultor,
Quase a musa dos antigos gregos
Só que envolta com a realidade
Rude do dia-a-dia do campo…

Esta silenciosa veneração
Por tenro e frágil ser,
Quase paixão,
Tão correspondida quanto vindimada…

Esta dama agarra à terra,
Homens vigorosos,
 Famílias inteiras ao trabalho árduo,
Suores sagrados
Que a chuva lava…
Esta dama colore o Douro,
Leva consigo o nome,
A razão deste povo transmontano.

Deixai que esta dama cubra o Douro!
Não lhes tires o nome, ó vales transmontanos!
Pela vindima, grita aos ventos,
Que és a musa do vinhateiro
Mãe deste verde ouro
Cujo o vinho apaixona o mundo inteiro…

(Poema de Rosária Grácio)



Para maiores informações, contacte-nos!
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Pescadores



Pescadores

70 cm X 90 cm
Técnica Mista sobre tela

Ano 2008

Nesta tela, Gráccio Caetano retrata os pescadores com suas feições e mãos vigorosas, porque no mar só vencem os fortes guerreiros.  


Os pescadores olham firmes para a frente porque desafiam a incerteza do mar com a sua própria vida.


O barco está esculpido na tela navegando da noite sombria para o amanhecer da madrugada fria. 


Uma rede sai das mãos dos pescadores e cai sobre o mar. Esta rede nos foi dada por um pescador da zona do Porto simbolizando a faina de todos os pescadores.



Para esta obra, Rosária Grácio fez o seguinte poema:

"As mãos dos pescadores
Contam as memórias
Da sua árdua luta no mar…
Longas noites sem glórias
Banhadas pelo frio luar…
Cruéis interrogações
Enchem as redes pela manhã…
Inquietações arfam no peito
Com tantas esperanças vãs…
Viver desta faina, é eterno pleito.
Só por cega paixão,
É que avança o barco no mar,
E toda a pena amaina…"



Para saborear melhor esta obra e o seu poema convidamos-lhe a assistir o vídeo que fizemos onde poderá sentir um pouco do que em Gráccio Caetano sentiu ao realizar esta linda obra.



As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano. Visite a galeria virtual de Gráccio Caetano e conheça a sua Arte com alma em:


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gracio.vilela.caetano@gmail.com



O Senhor do Padrão - Matosinhos



Senhor do Padrão

30 cm X 30 cm
Técnica Mista sobre Tela
Ano 2008
Obra original de Gráccio Caetano




Neste artigo, continuamos a apresentar as nossas obras relativas a Matosinhos.



Na sequência do “Senhor de Matosinhos”, cujas as lendas envolveram o povo não só de Matosinhos, mas também de Portugal e do mundo inteiro, eis que o local onde esta imagem apareceu foi assinalado com um zimbório, para que tal acontecimento fosse eternizado no tempo.


Este monumento que atualmente chama-se “Senhor do Padrão” foi construído no século XVIII e já foi conhecido também por “Senhor do Espinheiro” ou “Senhor da Areia”.

Na altura da sua construção, só por ali havia o areal, estando este monumento sagrado visível a muitos quilómetros não só de quem estava em terra como de quem vinha do mar.


Apesar de atualmente haver uma grande quantidade de prédios a tentar esconder este lugar tão especial de Matosinhos, quem ali vai, sente uma força especial de vários séculos de devoção religiosa, especialmente dos pescadores de Matosinhos e das suas famílias. 


No dia 1 de novembro, todos os anos, este monumento vê-se rodeado por milhares de velas que ardem em memória dos muitos pescadores que morreram no mar.


Por causa desta sua força que emerge deste monumento, Gráccio Caetano dedicou-lhe uma obra, fazendo-o o centro da tela, aliás, este ocupa todo o espaço da tela.



O que Gráccio Caetano quer transmitir, antes de mais, é esta dinâmica que cresce da terra de Matosinhos e nos visita por meio deste monumento "Senhor do Padrão".


O monumento ergue-se da pequena tela e parece crescer do seu pequeno espaço onde está inserido, como agora está este monumento em Matosinhos, rodeado de tantos prédios que quase o abafam.


Mas o que é certo, é que mesmo neste pequeno espaço, ele parece falar-nos da sua história, quase se ouvem os gemidos e os gritos, dos que um dia no mar submergiram. 

Ao mesmo tempo, a imagem do Senhor de Matosinhos desenhada ao centro, acalma os espíritos e dá-nos a paz. 


O centro, onde Cristo habita, abraça todas estas almas e conforta as que ficaram. Nada mais resta, apenas esta esperança da eternidade além da morte que sobe ao céu, como sobe o fumo das velas que lá se acendem.



O monumento foi esculpido na tela sem qualquer vontade de ser uma réplica matemática do real pois não é este o objetivo de Gráccio Caetano.


O que Gráccio Caetano deseja transmitir é antes de mais, esta força que cresce da terra, erguida em pedra, resistente às intempéries, centrada na imagem do Senhor do Padrão que lá se recolhe para também acolher e abraçar a quem o visita.


Para esta obra Rosária Grácio escreveu o seguinte poema:

“Há muitos anos, no areal estavas só…
Mesmo ao longe, muita devoção acendias
Tanto do mar como da terra, todos te viam
Eras farol da esperança
Para qualquer embarcação que por cá aparecia.

Agora escondido entre os prédios novos
Ainda não está esquecida a tua história,
O Senhor do Padrão ama o seu povo
E este guarda-lhe eterna memória…”





Para saborear melhor esta obra e o seu poema convidamos-lhe a assistir o vídeo que fizemos onde poderá sentir um pouco do que em Gráccio Caetano sentiu ao realizar esta linda obra.





Bibliografia:

Os pormenores históricos do monumento “Senhor do Padrão” foram consultados em:
www.cm-matosinhos.pt


Os artigos deste blogue que falam do "Senhor de Matosinhos" com as suas lendas podem ser lidos em:

O Senhor de Matosinhos - Parte I

O Senhor de Matosinhos - Parte II


O Senhor de Matosinhos - Parte III


Lendas de Matosinhos




As imagens são pinturas originais de Gráccio Caetano. Visite a galeria virtual de Gráccio Caetano e conheça a sua obra e Arte com alma em:
www.gracciocaetano.com


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Lendas de Matosinhos - O Senhor de Matosinhos (Parte III)

Pormenor da Obra "Lendas de Matosinhos" Original de Gráccio Caetano sobre tela


A imagem do  Senhor de Matosinhos que no areal desta terra, veio visitar este povo, sempre foi o Senhor de todas as gentes. Quando a situação de crise atingia várias cidades, faziam-se procissões e preces públicas unindo não só o povo de Matosinhos, mas também Porto, Gaia e Maia numa mesma devoção ao Senhor de Matosinhos. Ainda hoje a devoção ao Bom Jesus de Matosinhos chama pessoas dos vários pontos do país e também do mundo.

Esta devoção tem provas documentais e históricas desde 1342, porém, já antes desta data, as lendas contam que desde à muito, o Bom Jesus chamava muitas pessoas, especialmente as mais simples e as que viviam das fainas do mar. Desde sempre, são feitas promessas, ofertas de velas e figuras de cera, um eterno número de agradecimentos por graças recebidas.


Pormenor da Obra "Lendas de Matosinhos" Original de Gráccio Caetano sobre tela

Quando eram salvos de um naufrágio, os marítimos de várias zonas do litoral norte do país, faziam romagens ao Bom Jesus de Matosinhos, oferecendo-Lhe as velas das suas embarcações, quando os seus navios partiam para longas viagens e pagavam tributo ao Bom Jesus de Matosinhos, quando eram salvos de uma eminente tragédia, poupando as suas vidas.

Igreja Paroquial de Matosinhos - Pintura sobre azulejo - Original de Gráccio Caetano


A primeira Festa foi em 1732 e durou três dias e teve lugar na segunda oitava do Espírito Santo. Começou no domingo e terminou na terça-feira, dia em que, segundo a tradição, apareceu a imagem. 


Senhor de Matosinhos - Técnica mista sobre tela - Original de Gráccio Caetano


No quadro "Senhor de Matosinhos", Gráccio Caetano coloca o Jesus crucificado com certos pormenores em alto-relevo: o cabelo, os dedos das mãos e dos pés, as feridas dos cravos, o manto que lhe cobre a cintura e parte das pernas e parte das esculturas de Nicodemos e José de Arimateia.

Não foi pintada a cruz, antes optou-se por colocar Jesus sobre um imenso azul escuro que significa o céu infinito do universo inteiro.

Jesus abraça o mundo inteiro com a sua paixão e recorda-nos que as suas chagas podem ser tocadas por quem for descrente.

José da Arimateia e Nicodemos representam todos os que seguem Jesus, com ações concretas. Foram eles que foram buscar o corpo de Jesus para ser sepultado, apesar daquele corpo ser de um condenado pelo seu tempo. Eles não temeram as represálias dos seus compatriotas judeus e ousaram dar um sepulcro digno a um crucificado condenado pelos romanos.

O manto branco que cobre a cintura de Jesus emerge da tela, lembra o sudário que o cobriu por inteiro na sepultura, invoca a Ressurreição de Jesus e a sua Presença Eterna entre os crentes e não crentes, pelos séculos sem fim.

Para além deste quadro, Gráccio Caetano dedica outras obras a Matosinhos, duas elas estão especialmente centradas no "Senhor do Padrão".


O Senhor do Padrão é um zimbório datado do século XVIII, onde, segundo a lenda, apareceu a imagem do Senhor de Matosinhos. Este local que a religiosidade popular não deixou em vão, permaneceu na memória deste povo, de geração a geração até os nossos dias. No próximo artigo falaremos deste lugar especial mais em pormenor.

"Lendas de Matosinhos" - Técnica Mista sobre tela - Original de Gráccio Caetano

Veja o nosso vídeo da nossa obra: 
"Lendas de Matosinhos" 
em:



Bibliografia:


Veja o vídeo "Lenda do Senhor de Matosinhos" do Programa da RTP - O Senhor de Matosinhos - Horizontes da Memória. O prof. José Hermano Saraiva conta-nos a história de Portugal a partir das principais regiões do nosso pais. Desta vez, sobre Matosinhos e a Lenda do seu padroeiro - o Senhor de Matosinhos. - www.Youtube.com/

Os pormenores históricos foram consultados em 


As imagens das pinturas são obras originais de Gráccio Caetano
www.gracciocaetano.com


Conheça no nosso site, as nossas obras dedicadas a Matosinhos em:
www.gracciocaetano.com/matosinhos


Conheça os outros azulejos Gráccio Caetano em:

Para adquirir alguma dessas obras artesanais, visite-nos nas nossas lojas virtuais:



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